
...de Tania Candiani, Avidez.
e, de dentro, o grito pedindo clemência.
necessitava daquela ida ao passado. sabia que tinha pedido de mais. tudo, na altura, deveria ser como ela sonhara, queria, desejara veementemente.
tudo tinha sido delineado pelas suas palavras, pelos seus desejos, pelos seus caprichos.
agora sabia que pedira demasiado. agora sabia que tudo fora em vão.
já não havia esperas, nem sonhos, nem mãos.
apenas aquele grito que pedia perdão.
uma bondade, uma doçura, um sorriso de manhã ao raiar do dia.
8 comentários:
eis aqui algo paradoxal: como pode a avidez pedir clemência?, quererá ela dissolver-se, apaziguar-se?, ou auto-indulgenciar-se?
E o grito expele a raiva, de lhe não ter sido concedida a clemência, devido à sua avidez.
Um abraço. Augusto
veremos, eridanus. este foi só o momento do princípio.
poderia ser, Augusto, poderia ser.
Sempre gostei dessa palavra...avidez. Obrigada pela tua "arte" de ilustrar os quadros com as palavras.
Já somos duas, então, Polly Jean. Quanto à "arte"...dá-me imenso gozo. E este "grito" está só no princípio. Um dia destes surge o resto.
Muito significativo o teu dizer casado com esta imagem.
Gostei muito deste post, aliás dos teus blogs, no seu conjunto.
Avidez é o que muitas vezes sentimos, não só para pedir clemencia, mas muitas vezes para escutarmos de alguem, o dizer que nos ama.
Beijinhos
há quem diga, alerta, que é preciso saber esperar.
sinceramente, perde-se muito tempo a esperar.
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